terça-feira, 21 de agosto de 2012

A pé.


Se por algum motivo alguém perguntar quem é você,
Diga que não há sentido em ser algo.
Vire a esquina e veja o mundo que sempre está lá,
Te recebendo e te enganando só por diversão.

Não é brincadeira de mal gosto,
É só o que é e nada mais.
Um redemoinho de acontecimentos que se misturam,
e que vez ou outra te fazem tropeçar.

Se alguém te pedir um poema não o faça.
Viva as letras antes de manchar um papel qualquer,
e saiba que elas não se desfazem.

Palavras rondam meu corpo,
e me fazem girar, girar sem parar,
numa sinfonia dedicada à minha tolice.

Ah, mas não fujo. Eu sigo.
Sigo chamando minha alma de volta.
E ela vem bêbada de licor-de-coisa-alguma,
soluçando meus medos e sonhos.

Logo vejo a placa que indica: amor.
Corro como nunca, nunca.
Refaço o fôlego de um coração que repete o primeiro poema,
que por falta de inspiração foi refeito.

Parece ser aqui. É aqui? É aqui!
Sei porque meu passado se desfaz num golpe só.
E o tempo que já não existia morre de vez,
enquanto eu sorrio. Só sorrio.




quarta-feira, 30 de maio de 2012

A casca do meu amendoim(in).

Tem hora que a gente tem que parar e pensar em tudo. Tudo. E quando eu digo tudo eu quero mesmo dizer - Tudo. Desde a política externa do nosso país até a casca do amendoim (sim, por que não?), que teimo em escrever amendoin. Então pra organizar isso tudo que vai acabar fluindo eu vou escrevendo, e quem quiser vai lendo, e aí a gente acaba vivendo. É disso que eu vou falar: Peanut Shells.