Se
por algum motivo alguém perguntar quem é você,
Diga
que não há sentido em ser algo.
Vire
a esquina e veja o mundo que sempre está lá,
Te
recebendo e te enganando só por diversão.
Não
é brincadeira de mal gosto,
É
só o que é e nada mais.
Um
redemoinho de acontecimentos que se misturam,
e
que vez ou outra te fazem tropeçar.
Se
alguém te pedir um poema não o faça.
Viva
as letras antes de manchar um papel qualquer,
e
saiba que elas não se desfazem.
Palavras
rondam meu corpo,
e
me fazem girar, girar sem parar,
numa
sinfonia dedicada à minha tolice.
Ah,
mas não fujo. Eu sigo.
Sigo
chamando minha alma de volta.
E
ela vem bêbada de licor-de-coisa-alguma,
soluçando
meus medos e sonhos.
Logo
vejo a placa que indica: amor.
Corro
como nunca, nunca.
Refaço
o fôlego de um coração que repete o primeiro poema,
que
por falta de inspiração foi refeito.
Parece
ser aqui. É aqui? É aqui!
Sei
porque meu passado se desfaz num golpe só.
E o
tempo que já não existia morre de vez,
enquanto
eu sorrio. Só sorrio.